Vamos a parte 2 da Viagem.
Seguindo a viagem:
Saímos de Vegas antes do almoço, enchemos o carro de água e gelo em recipientes próprios com medo de virar caveiras no deserto e tal…foi muito útil já que os postos de gasolina não tem a mesma frequencia que os Lago Azul e o calor tava de matar, passando dos 40 graus. Aqueles avisos “proximo posto daqui a X milhas” a gente não vê. Só descobre que tá longe ainda quando olha na paisagem e vê aquela reta interminável sem nada por perto…
Muita estrada, muita planície e muito nada, isto mesmo, nada. Nada aqui e nada ali por horas.
Mas neste meio tempo, entre Vegas e Flagstaff, conhecemos a Hoover Dam, aquela represa monumental. É fascinante pelo tamanho da estrutura, realmente impressionante. De lá tocamos direto pra Flagstaff, mas no meio do caminho encontramos uma pequena cidade, parte da Rota, chamada Williams. Paramos pra comer, e como já estávamos pertinho do destino, tomar uma boa cerveja e relaxar.
Cidadezinha bacana, da época do “Velho Oeste” com casas típicas, linha de trem cortando as ruas, gente bacana, coisas indígenas e muito turismo ao redor da Rota.
A ROTA 66
Para explicar um pouco:
Basicamente a rota 66 não é uma estrada/rodovia sequencial, é uma ROTA, vc dirige 90% do tempo pela I-40, que é a highway, e ao nos aproximarmos das cidades existe a rota 66 que é a rua ou uma estrada vicinal paralela a I40, deu pra entender? São vários trechos nas cidades que formam a atual Rota 66. A estrada mesmo é a I-40.
Williams, por exemplo, é isto. Uma rua principal que se aproveita da rota e nela tem bares, lojas e algumas atrações com cara de Velho Oeste.
Flagstaff, basicamente o mesmo porém uma cidade maior e com mais estrutura, tem um centro histórico cheio de bares, vida noturna, loja e restaurantes. Era sábado a noite e estava rolando um festival irlandês,com muita cerveja, homens vestindo kilts e músicas típicas, muito legal!
Domingo saindo de Flagstaff fomos conhecer o Grand Canyon, mais impressionante do que Hoover Dam, não apenas pelo tamanho, mas por ser uma beleza natural, o Parque Nacional tem mais de 200 kms de extensão, gigantesco… lindo, surreal. O deserto no caminho vai mudando aos poucos, até chegar numa mistura de floresta de coníferas com areia e pedra e calor. Interessante.
Chegamos em Gallup num domingo final de tarde. Paramos pra comer e fomos pro hotel. Saimos pra dar uma volta mas a cidade estava deserta, nada pra fazer e nenhum lugar pra ir. Também estavamos muito cansados, fomos procurar uma loja de conveniência pra comprar umas besteiras que se resumiram a coca e doritos, não vendiam bebida alcoólica aos domingos, devastante….
De Gallup fomos para Albuquerque… estrada, estrada, estrada e mais estrada, nada ali, nada aqui, sensação de ir pra lugar nenhum, mas ao se aproximar a estrada ficava mais movimentada e ficava maior, mais carros e tal.
Albuquerque uma cidade enorme, muito legal, mas tivemos muito pouco tempo. Almoçamos ao chegar, passeamos num centro comercial de lá e de noite tentamos chegar lá no centro antigo que parecia ser muito bacana, porém tava tudo fechando, demos uma voltinha só o que deixou vontade de ficar mais, no dia seguinte era dia de aeroporto, devolvercarro e tal, não dava mais tempo pra turismo.
E aí acabou, foi uma super experiência que eu nunca tinha colocado no nosso roteiro de viagem e valeu muito a pena!!
As fotos e pequenos videos estão todas no, Flickr, tem um montão, espero que gostem…
Aguardem a parte 3, Especial Elvis!









